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ISO 42001 e Governança de IA: o que as empresas precisam estruturar agora para 2026

06/01/2026 | Redator

Se 2025 foi o ano em que a Inteligência Artificial entrou de vez na rotina das empresas, 2026 será o ano em que o mercado vai cobrar responsabilidade, controle e governança. A IA deixou de ser só inovação e passou a ser risco, decisão e impacto real no negócio.

Hoje, a pergunta já não é mais “vamos usar IA?”.
A pergunta certa é: como estamos usando IA e quem responde por isso?

É exatamente nesse cenário que a ISO 42001, a norma internacional de Sistema de Gestão de Inteligência Artificial, ganha protagonismo e se torna estratégica para empresas que querem crescer com segurança, credibilidade e maturidade.

 

A IA saiu do laboratório e entrou no coração do negócio

Nos últimos anos, a IA deixou de ser algo experimental. Ela passou a:

  • apoiar decisões estratégicas;

  • automatizar análises de dados;

  • definir prioridades;

  • influenciar contratações;

  • impactar clientes, fornecedores e parceiros.

E quanto mais a IA decide, maior é o risco quando não existe governança.

Em 2025, vimos um aumento claro de problemas relacionados a:

  • decisões automatizadas sem critério;

  • vieses algorítmicos;

  • uso indevido de dados;

  • falta de transparência;

  • falhas de segurança;

  • questionamentos legais e reputacionais.

Tudo isso deixou um recado claro: IA sem governança não escala.

 

O que é, afinal, a ISO 42001?

A ISO 42001 é a primeira norma internacional criada especificamente para estabelecer um Sistema de Gestão de Inteligência Artificial. Ela não fala apenas de tecnologia, mas de processos, responsabilidades, riscos e decisões.

Na prática, a norma ajuda as empresas a responder perguntas como:

  • Quem decide como a IA é usada?

  • Quais riscos ela gera?

  • Como os dados são tratados?

  • Como evitar decisões automatizadas inadequadas?

  • Como garantir transparência e controle?

  • Como monitorar e melhorar continuamente esses sistemas?

Ou seja, a ISO 42001 transforma a IA em algo gerenciável, auditável e confiável.

 

Governança de IA não é burocracia (é proteção)

Existe um medo comum nas empresas: “se criarmos governança, vamos travar a inovação”. A experiência mostra exatamente o contrário.

Governança de IA não serve para impedir o uso da tecnologia. Ela serve para:

  • dar clareza;

  • reduzir riscos;

  • evitar retrabalho;

  • proteger a empresa juridicamente;

  • aumentar a confiança do mercado.

Empresas que estruturam governança conseguem inovar com mais segurança, porque sabem onde podem ir e até onde podem ir.

 

O que as empresas precisam estruturar agora

Se sua empresa pretende usar IA de forma consistente em 2026, alguns pontos precisam sair do improviso e entrar na gestão.

Clareza de propósito

Antes de tudo, é preciso responder: Para que estamos usando IA?
Automação por automação gera risco. A ISO 42001 exige que o uso da IA esteja alinhado aos objetivos do negócio.

Papéis e responsabilidades

Quem é responsável pelos sistemas de IA?
Quem aprova as decisões?
Quem responde por incidentes?

Sem isso, qualquer problema vira um jogo de empurra, e o risco aumenta.

Gestão de riscos em IA

A norma exige que os riscos sejam identificados, avaliados e tratados. E aqui não falamos só de risco técnico, mas também:

  • risco legal;

  • risco ético;

  • risco reputacional;

  • risco de segurança da informação.

Controle sobre dados

IA depende de dados. E dados envolvem LGPD, privacidade e segurança.
A ISO 42001 se conecta diretamente com normas como a ISO 27001 e ISO 27701, garantindo que os dados usados sejam adequados, protegidos e rastreáveis.

Transparência e aplicabilidade

Decisões automatizadas precisam ser compreensíveis, principalmente quando impactam pessoas, contratos ou estratégias.
A empresa precisa conseguir explicar como e por que a IA tomou determinada decisão.

Monitoramento contínuo

IA muda, aprende e evolui. A governança precisa acompanhar esse movimento. Monitorar desempenho, impactos e riscos deixa de ser opcional.

 

ISO 42001 não anda sozinha

Um ponto importante: A ISO 42001 não deve ser implantada de forma isolada. Ela se conecta diretamente com outros sistemas de gestão já consolidados.

Empresas que já trabalham com:

  • ISO 27001 (Segurança da Informação)

  • ISO 27701 (Privacidade e LGPD)

  • ISO 37301 (Compliance)

conseguem integrar a governança de IA de forma muito mais eficiente, criando um Sistema de Gestão Integrado (IMS).

O resultado é menos burocracia, menos retrabalho e mais maturidade organizacional.

 

IA, compliance e decisões automatizadas

Outro ponto que ganhou força em 2025 foi a percepção de que decisões automatizadas são decisões corporativas. E decisões corporativas precisam estar sob regras claras de compliance.

A ISO 42001 ajuda a garantir que:

  • decisões automatizadas sigam critérios definidos;

  • existam limites para a atuação da IA;

  • haja supervisão humana quando necessário;

  • falhas sejam tratadas de forma estruturada.

Isso reduz riscos legais e protege a reputação da empresa.

 

Por que 2026 vai cobrar governança de IA

Tudo indica que o próximo ano será marcado por:

  • maior pressão regulatória;

  • exigências contratuais mais rígidas;

  • clientes mais atentos ao uso de tecnologia;

  • investidores preocupados com riscos digitais;

  • integração entre IA, ESG e governança.

Empresas que não conseguirem demonstrar controle sobre seus sistemas de IA podem enfrentar:

  • perda de contratos;

  • desconfiança do mercado;

  • problemas jurídicos;

  • dificuldade de escalar soluções.

Governança de IA deixa de ser diferencial e passa a ser pré-requisito.

 

ISO 42001 como vantagem competitiva

Por outro lado, empresas que se antecipam e estruturam a ISO 42001 ganham:

  • mais confiança do mercado;

  • segurança jurídica;

  • clareza interna;

  • liberdade para inovar;

  • maturidade em gestão.

A norma não engessa. Ela organiza.

 

O papel da Solarplex nesse processo

Implantar a ISO 42001 exige mais do que conhecimento técnico. Exige visão integrada de:

  • tecnologia;

  • processos;

  • compliance;

  • segurança;

  • cultura organizacional.

A Solarplex atua exatamente nesse ponto: ajudando empresas a sair do improviso e estruturar a governança de IA de forma prática, clara e alinhada à realidade do negócio.

Desde o diagnóstico até a preparação para auditorias, o foco é sempre o mesmo: simplificar o complexo e gerar valor real.

 

Conclusão

A IA já faz parte do presente.
O que vai diferenciar as empresas em 2026 não é quem usa mais tecnologia, mas quem governa melhor essa tecnologia.

A ISO 42001 surge como o caminho mais seguro para transformar inovação em crescimento sustentável, confiável e responsável.

Se a sua empresa quer usar IA sem colocar o negócio em risco, o momento de estruturar governança é agora, antes que o mercado cobre isso sob pressão.

Governar a IA não é freio.
É direção.

 

Veja também: 

 

Sistemas de Gestão Integrados (IMS): A estratégia das empresas maduras em 2026

ISO 42001: por que a governança de IA será decisiva para empresas em 2026

Compliance, segurança e IA: O que mudou em 2025 e o que esperar do próximo ano.

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