08/01/2026 | Redator
Se existe uma palavra que resume o cenário empresarial pós-2025, essa palavra é complexidade. As empresas precisam lidar, ao mesmo tempo, com compliance, segurança da informação, LGPD, ESG, inovação, IA, riscos operacionais e exigências cada vez maiores de clientes e parceiros.
Durante muito tempo, a resposta foi simples: implantar uma norma de cada vez.
ISO 9001 aqui, ISO 27001 ali, depois uma 14001, uma 45001…
O problema é que, em 2026, esse modelo começa a cobrar um preço alto.
É nesse contexto que os Sistemas de Gestão Integrados (IMS – Integrated Management Systems) deixam de ser uma boa prática e passam a ser uma estratégia clara de maturidade empresarial.
O que é, na prática, um Sistema de Gestão Integrado (SGI)
Um SGI é a integração de dois ou mais sistemas de gestão ISO em uma estrutura única, compartilhando processos, políticas, controles, indicadores e auditorias.
Na prática, isso significa que a empresa deixa de trabalhar com “caixinhas separadas” e passa a operar com:
- uma única política integrada;
- um único mapeamento de riscos;
- processos compartilhados;
- auditorias mais simples;
- menos documentos duplicados;
- mais clareza para o time.
Normas como ISO 9001, ISO 14001, ISO 45001, ISO 27001, ISO 27701, ISO 37301, ISO 42001 e ISO 56001 conversam muito mais entre si do que muitas empresas imaginam.
Saiba o que é SGI (Sistema de Gestão Integrada) e vantagens
Por que o modelo isolado começou a falhar
Até alguns anos atrás, implantar normas separadamente funcionava. O mercado cobrava menos, as auditorias eram mais pontuais e os riscos eram mais previsíveis.
Em 2025, isso mudou.
O que muitas empresas começaram a sentir na prática:
- equipes sobrecarregadas mantendo vários sistemas paralelos;
- documentos que se contradizem entre normas;
- auditorias longas e cansativas;
- custos elevados de manutenção;
- dificuldade de provar governança real;
- sensação constante de “apagar incêndio”.
O problema não estava nas normas.
Estava na falta de integração.
SGI como resposta à pressão por eficiência e governança
O SGI surge exatamente para resolver esse cenário. Ao integrar normas, a empresa passa a ter uma visão sistêmica do negócio, e não apenas uma coleção de certificados.
Os principais benefícios reais do IMS incluem:
Redução de custos
Menos auditorias separadas, menos horas de consultoria duplicadas, menos tempo da equipe envolvida em retrabalho.
Menos auditorias, mais foco
Auditorias integradas são mais curtas, objetivas e estratégicas. O foco sai do documento e vai para o processo.
Mais maturidade organizacional
A empresa deixa de “correr atrás da norma” e passa a usar as normas como ferramenta de gestão.
Melhor tomada de decisão
Com riscos, indicadores e processos integrados, a liderança toma decisões com mais clareza e menos achismo.
Exemplo real: quando integrar muda o jogo
Um exemplo muito comum no mercado é o de empresas que possuem ISO 9001, ISO 27001 e ISO 27701 implementadas separadamente.
Sem IMS, o que acontece:
- três políticas diferentes;
- três análises de risco desconectadas;
- três auditorias por ano;
- equipes confusas sobre prioridades.
Quando essas normas são integradas:
- uma única política de gestão;
- um mapa de riscos integrado (qualidade + segurança + privacidade);
- auditorias combinadas;
- mais clareza para todos.
O ganho não é só operacional. É estratégico.
SGI e compliance: onde tudo se conecta
Um dos maiores ganhos do IMS está na área de compliance digital. Normas como ISO 37301 (Compliance) e ISO 37001 (Antissuborno) funcionam muito melhor quando integradas a outros sistemas.
Compliance isolado vira discurso.
Compliance integrado vira prática.
Ao integrar compliance com segurança da informação, privacidade e qualidade, a empresa:
- reduz riscos legais;
- fortalece governança;
- cria evidências reais;
- melhora sua imagem perante clientes e investidores.
SGI, ESG e governança real
Outro tema que ganhou força em 2025 foi o ESG, e, junto com ele, a cobrança por evidências.
Empresas que usam IMS conseguem estruturar ESG de forma muito mais consistente:
- Ambiental: ISO 14001 integrada aos processos operacionais;
- Social: ISO 45001 conectada à cultura organizacional;
- Governança: ISO 37301 integrada à tomada de decisão.
ESG deixa de ser narrativa e passa a ser gestão mensurável.
A chegada da ISO 42001 reforça ainda mais o IMS
A ISO 42001 (Governança de IA) chega para somar ainda mais complexidade , e também mais necessidade de integração.
IA impacta:
- dados (ISO 27701);
- segurança (ISO 27001);
- compliance (ISO 37301);
- decisões estratégicas.
Implantar ISO 42001 isoladamente aumenta o risco. Integrá-la a um IMS aumenta a maturidade.
Empresas maduras pensam em sistema, não em certificado
Existe uma diferença clara entre empresas iniciantes e empresas maduras.
As iniciantes perguntam:
“Qual norma eu faço agora?”
As maduras perguntam:
“Como estruturar um sistema que sustente meu crescimento nos próximos anos?”
O IMS responde exatamente essa segunda pergunta.
Por que 2026 será o ano do IMS
Tudo indica que 2026 será marcado por:
- mais exigências contratuais;
- mais auditorias de clientes;
- mais pressão regulatória;
- mais integração entre tecnologia e governança.
Empresas que continuarem com sistemas isolados vão sentir:
- aumento de custos;
- dificuldade de adaptação;
- perda de competitividade.
Empresas com IMS vão ganhar:
- agilidade;
- previsibilidade;
- confiança do mercado;
- base sólida para crescer.
Como começar a estruturar um IMS
O primeiro passo não é implantar mais uma norma.
É entender o que já existe.
Um bom projeto de IMS começa com:
- diagnóstico de sistemas existentes;
- mapeamento de processos comuns;
- identificação de riscos integrados;
- alinhamento com a estratégia do negócio.
Depois disso, a integração acontece de forma gradual e prática.
O papel da Solarplex na implementação de IMS
Implementar um Sistema de Gestão Integrado exige experiência, visão estratégica e capacidade de simplificar.
A Solarplex atua ajudando empresas a:
- integrar normas ISO;
- reduzir burocracia;
- organizar processos;
- preparar auditorias integradas;
- transformar certificações em gestão real.
O foco não é “ter mais normas”, mas ter um sistema que funcione de verdade.
Conclusão
Em 2026, não vai vencer quem tiver mais certificados na parede.
Vai vencer quem tiver gestão integrada, processos claros e decisões bem estruturadas.
Os Sistemas de Gestão Integrados (SGI) representam exatamente isso: maturidade, eficiência e crescimento sustentável.
Integrar normas não é tendência.
É estratégia.