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Qual certificação o seu Biobanco precisa? Um guia prático para você entender agora!

10/02/2026 | Redator

A expressão consultoria em biobanco já entra em pauta quando ouvimos falar em qualidade, confiança e pesquisa séria. Mas o que isso realmente significa? O que um biobanco precisa em termos de certificação para ser reconhecido como confiável, eficiente e alinhado com as melhores práticas globais? Por que biobancos como o do INCA estão investindo pesado nesse tema? Vamos conversar sobre isso de forma clara e prática.

Antes de mais nada, vale lembrar o que fazem os biobancos: eles guardam materiais biológicos valiosos, como tecidos, células e amostras de DNA, e seus dados associados. Esses materiais e informações são usados em pesquisas científicas (muitas vezes de impacto social, como no combate ao câncer). Logo, a qualidade e a confiabilidade desses processos não podem ser deixadas ao acaso.

Nos últimos anos, a necessidade de certificação ou acreditação de biobancos cresceu muito. Isso porque as instituições que os utilizam, universidades, centros de pesquisa, indústria farmacêutica, querem a certeza de que aquilo que está sendo armazenado é gerenciado com rigor, segurança e rastreabilidade.

 

1. ISO 9001: a base da qualidade para biobancos

A certificação mais comum, e eventualmente a primeira que muitos biobancos buscam, é a ISO 9001:2015. Essa norma internacional estabelece requisitos para um sistema de gestão de qualidade que ajude qualquer organização a entregar resultados consistentes e confiáveis.

No caso de biobancos, a ISO 9001 garante que as operações, desde o recebimento e processamento de amostras até seu armazenamento e disponibilização, sigam padrões consistentes. Ela não é específica para biobancos, mas cria uma base sólida de gestão e melhoria contínua.

Um exemplo inspirador é o do Banco Nacional de Tumores e DNA do INCA, que se tornou o primeiro biobanco da América Latina a conquistar a certificação ISO 9001:2015. Isso não foi apenas um título para pendurar na parede. Significou uma profunda reestruturação de processos, aumento da capacitação da equipe, melhoria da rastreabilidade e maior confiança de pesquisadores nacionais e internacionais que dependem daquele material para estudos sobre câncer.

Além disso, essa certificação ajuda o biobanco a se preparar para normas ainda mais específicas, como veremos a seguir.

Banco Nacional de Tumores do INCA é o primeiro da América Latina com certificação de qualidade ISO 9001:2015. Veja a matéria completa! 



2. ISO 20387: a certificação que existe para biobancos

Embora a ISO 9001 seja um grande passo, ela não foi criada especificamente para biobancos. Para isso, existe a ISO 20387:2018, Biotechnology, Biobanking, General Requirements for Biobanking, uma norma internacional que foi desenvolvida justamente para definir os requisitos gerais para a competência, imparcialidade e operação consistente de biobancos.

Essa norma vai muito além de gestão de qualidade. Ela aborda:

  • competências e imparcialidade da equipe;

  • rastreabilidade e confiabilidade do material e dados;

  • documentação e controle de processos;

  • manutenção de equipamentos e infraestrutura;

  • requisitos específicos do ciclo completo de biobanco (coleta, processamento, armazenamento, distribuição e descarte).

A ISO 20387 é considerada o padrão global de acreditação para biobancos. Diferente da ISO 9001, ela foi criada exatamente para este contexto e ajuda a comprovar, diante de instituições internacionais, agências financiadoras e parceiros, que o biobanco opera com competência técnica e compromisso com a qualidade.

Organizações como a ANAB (American National Accreditation Board) oferecem programas de acreditação baseados nessa norma, incluindo avaliação completa de pessoal, infraestrutura e processos.

 

3. Por que a acreditação ISO 20387 importa tanto?

Uma coisa é ter boas práticas internas; outra é ter uma avaliação independente que atesta a competência do biobanco. A acreditação segundo a ISO 20387 faz exatamente isso: uma terceira parte avalia todos os aspectos técnicos, garantindo a qualidade e a imparcialidade da operação.

Os benefícios vão além da gestão interna:

Confiança científica: pesquisadores que buscam amostras querem saber se elas foram coletadas, processadas e armazenadas de forma confiável.
Acesso a parcerias e financiamentos: muitos editais exigem comprovação de qualidade e gestão.
Reconhecimento internacional: biobancos com acreditação estão alinhados às melhores práticas globais, facilitando colaboração e compartilhamento de material e dados.
Segurança jurídica e ética: processos claros e auditáveis reduzem riscos regulatórios ou legais.

Tudo isso é sensível à confiabilidade dos materiais biológicos e dos dados associados. Uma acreditação robusta ajuda a evitar retrabalho, problemas de interoperabilidade e até questionamentos éticos ou científicos futuros.

 

4. O papel da consultoria em biobancos

Estruturar um biobanco para alcançar certificações como ISO 9001 ou acreditação ISO 20387 não é simples. Requer:

  • revisão dos processos operacionais;

  • desenho de documentos, manual de qualidade e políticas;

  • treinamento da equipe;

  • infraestrutura compatível;

  • observância de requisitos éticos e legais (como protocolos ligados a TCLE/TALE em biobancos brasileiros).

É aí que o trabalho de consultoria biobanco se torna estratégico. Uma consultoria especializada ajuda a:
Mapear lacunas e vulnerabilidades;
Estruturar sistemas de gestão;
Preparar para auditorias;
Treinar equipes;
Alinhar práticas internas com requisitos normativos.

Ter um parceiro experiente ao lado acelera a jornada, evita erros comuns e aumenta as chances de sucesso na certificação ou acreditação.

 

5. Exemplos reais de aplicação no mundo e no Brasil

Além do exemplo do INCA, que mostrou como a ISO 9001 pode transformar a organização de um biobanco e abrir portas para níveis maiores de qualidade e reconhecimento, outros casos internacionais apontam o valor da acreditação ISO 20387.

Um biobanco na Turquia (IBG-Biobank) submeteu sua documentação para obter a acreditação ISO 20387, destacando compromisso com qualidade, rastreabilidade e alinhamento internacional de suas práticas.

E organizações europeias, como redes universitárias de biobanco, também vêm preparando suas estruturas para a acreditação ISO 20387, reforçando sua competitividade e credibilidade.

6. Qual certificação meu biobanco precisa agora?

A resposta depende de onde você está na jornada, mas aqui vai um conselho direto e prático:

Comece com ISO 9001 se ainda não tem um sistema de gestão de qualidade formal,  isso cria a base necessária.
Depois, avance para ISO 20387 se quiser credibilidade técnica e reconhecimento internacional específico para biobancos.
Considere consultoria especializada para garantir que todos os requisitos técnicos, de laboratório e de gestão sejam cumpridos com excelência.

Essa combinação demonstra que seu biobanco não é apenas um espaço de armazenamento, mas uma infraestrutura confiável, transparente e alinhada com os mais altos padrões globais de biobanco.

 

Conclusão

No cenário atual, biobancos desempenham papel central em pesquisas biomédicas, farmacêuticas, ambientais e até tecnológicas. A qualidade do material biológico e dos dados associados influencia diretamente a credibilidade dos resultados científicos.

Investir em certificação e acreditação, seja ISO 9001 ou ISO 20387, é investir na confiança, reputação e impacto das pesquisas vinculadas ao seu biobanco. E ter uma boa consultoria biobanco ao lado é mais do que um diferencial; é um passo essencial para navegar processos complexos com segurança e eficiência.

Quer saber por onde começar? A Solarplex pode ajudar seu biobanco a estruturar sistemas, preparar auditorias e conquistar os níveis de certificação que vão transformar sua universidade, instituição ou centro de pesquisa.

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