24/02/2026 | Redator
Você provavelmente já ouviu falar da LGPD, a Lei Geral de Proteção de Dados que chegou para nortear como as empresas tratam informações pessoais no Brasil. Mas será que você já parou para pensar em como isso impacta a sua empresa no dia a dia? Não apenas em teoria, mas na prática?
Recentemente, a Justiça do Trabalho aplicou a LGPD e condenou uma empresa por fornecer dados de uma ex-empregada a terceiros sem autorização, um exemplo real de como a falta de atenção à proteção de dados pode custar caro.
Esse tipo de decisão não é isolado. A lei já está sendo usada pelo Poder Judiciário de forma concreta: tanto para proteger empregados quanto para responsabilizar empresas que tratam dados de forma inadequada.
Mas o que isso realmente significa para o seu negócio?
A LGPD não é “só mais uma lei”, ela está sendo aplicada de verdade
Quando a LGPD foi sancionada, muitos enxergaram isso como “algo que vai entrar em vigor e depois a gente adequa”. A realidade é outra:
✔ a lei já está em vigor desde 2020
✔ a Justiça tem usado a LGPD para condenar empresas
✔ os juízes entendem que a proteção de dados é um direito fundamental
✔ tratar dados de forma indevida pode dar causa a indenizações e danos morais
No caso mencionado acima, a empresa repassou dados pessoais de uma ex-funcionária para um supermercado sem autorização, mesmo que a intenção fosse cobrar uma dívida. O mero fato de compartilhar informações sem base legal ou consentimento foi considerado violação da lei.
Isso nos mostra que a LGPD não está mais no papel. Ela está sendo usada por juízes, trabalhadores e consumidores para proteger direitos, e cobrar responsabilidade das empresas.
LGPD e o ambiente de trabalho
E não é só isso que está acontecendo. Em outras ações judiciais recentes:
A Justiça do Trabalho já condenou empregadores por investigar conversas privadas de funcionários no WhatsApp, porque não havia base legal nem autorização para tal.
Uma varejista foi condenada por divulgar o número de telefone pessoal de uma funcionária, expondo seus dados.
Trabalhadores foram demitidos por justa causa por enviar dados pessoais de clientes a e-mails pessoais, justamente porque isso contraria políticas internas e a LGPD.
Em outro caso, um perfil falso criado com base em dados cedidos pela própria empresa foi alvo de ação judicial.
Todos esses exemplos têm um ponto em comum: dados pessoais foram usados sem o devido cuidado ou base legal, e isso já é motivo suficiente para que a Justiça entenda que houve violação dos direitos do titular dos dados.
Entendendo os pilares da LGPD de forma simples
A LGPD não existe para complicar sua vida. Ela existe para proteger o cidadão. Mas isso traz desafios e responsabilidades para qualquer empresa que trata dados pessoais, sejam eles de clientes, fornecedores ou empregados.
Os principais pilares da lei incluem:
✔ Finalidade: usar os dados apenas para o que foi autorizado ou previsto legalmente;
✔ Transparência: o titular dos dados precisa saber o que está sendo coletado e por quê;
✔ Necessidade: só se coleta o que realmente é necessário para o objetivo;
✔ Segurança: proteger os dados com controles adequados para evitar vazamentos ou acessos indevidos;
✔ Responsabilização e prestação de contas: a empresa tem que ser capaz de demonstrar que está seguindo as regras.
Quando a empresa falha em qualquer um desses pontos, ela se expõe ao risco de processos, multas e, como vimos, até condenações judiciais.
O custo invisível de ignorar a LGPD
Você já parou para pensar no que pode acontecer se uma investigação, auditoria ou ação judicial mostrar que sua empresa não tratou dados com cuidado? Acontece que os impactos vão muito além de uma possível multa:
Indenizações por danos morais: empresas já foram condenadas por danos causados a empregados ou terceiros.
Perda de confiança e reputação: principalmente em setores B2B e serviços com governo.
Risco de sanções administrativas e processos: além de juízes trabalhistas, a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) também pode aplicar multas.
Auditorias internas e investigações custosas: sem adequação, sua equipe fica correndo contra o tempo para tentar remediar situações que poderiam ter sido prevenidas.
Em outras palavras: a falta de adequação LGPD à segurança da informação não é “coisa do futuro”. É um custo real, muitas vezes invisível, que atinge finanças, operações e imagem corporativa.
Por que adequar agora evita dor de cabeça depois
Quando falamos em Serviço de adequação da empresa à LGPD, não estamos falando apenas de cumprir um checklist. Estamos falando de estruturar processos que:
✔ identificam como os dados entram e saem da sua empresa
✔ delimitam quem acessa e quem responde por eles
✔ estabelecem políticas internas de tratamento
✔ treinam sua equipe
✔ implementam medidas de segurança da informação
✔ garantem que você pode provar controle quando necessário
E tudo isso faz parte de um bom programa de Serviços de segurança da informação, que inclui não só a LGPD, mas a criptografia, gestão de acessos, controles de risco e resposta a incidentes.
Essa preparação protege você de erros simples, como enviar dados pessoais para quem não deveria ou manter informações desnecessárias por tempo indeterminado.
Como a adequação pode mudar o jogo para a sua empresa
Empresas que investem em adequação LGPD segurança da informação não apenas reduzem riscos legais, elas ganham:
Mais credibilidade perante clientes e parceiros
Vantagem competitiva em licitações e contratos
Estrutura organizacional mais clara e segura
Menos retrabalho e decisões reativas
Maior confiança da sua equipe interna
Imagine não ter que correr atrás de justificativas quando um auditor ou juiz perguntar: “Por que vocês trataram esses dados assim?”.
Imagine ter resposta imediata e bem documentada.
Isso é adequação verdadeira, e é diferente de apenas “fazer um documento bonito”.
A lei é aplicada, e você não quer ser pego de surpresa
Voltando ao caso real da notícia: a empresa acabou sendo responsabilizada porque dados pessoais foram compartilhados sem base legal e com uma finalidade diferente da original.
Ou seja:
Se você coleta dados para um fim e depois usa para outro sem consentimento,
Se você guarda dados por tempo indeterminado sem critério,
Se você compartilha dados sem clareza e transparência,
então você já está exposto.
E nesses momentos, não existe “fazer depois”.
Existe “provar que já fez”.
Como a Solarplex pode ajudar
Essa história real nos ensina uma coisa clara:
A LGPD não é um documento que você guarda na gaveta.
Ela é requisito de mercado, parte de segurança da informação, compromisso com privacidade e proteção real de pessoas.
Por isso, o Serviço de adequação da empresa à LGPD vai muito além de preencher formulários: ele envolve compreender a realidade do seu negócio, mapear riscos, definir políticas e implantar melhorias práticas e sustentáveis.
E como complemento, os Serviços de segurança da informação garantem que seus controles, sua tecnologia e suas práticas estejam alinhadas com os riscos reais do ambiente digital.
Quando você trata dados com respeito, transparência e cuidado, você cria um ambiente de confiança. E isso não tem preço.
Conclusão
A LGPD já deixou de ser apenas uma lei “que vai entrar em vigor algum dia”. Ela está sendo aplicada no mundo real, inclusive na Justiça do Trabalho, e tem consequências concretas para empresas que não se adaptam.
Casos como o da notícia mostram que aquilo que parecia ser “coisa administrativa” pode virar indenização, dano moral, processo e desgaste de imagem.
A boa notícia é que isso não precisa acontecer com você.
Com adequação LGPD segurança da informação e bons Serviços de segurança da informação, sua empresa pode navegar nesse novo cenário com mais tranquilidade, confiança e competitividade.
Porque proteger dados é, hoje, proteger o próprio futuro do seu negócio.